
Como entender tanto sofrer?
Já eram excluídos, com sede e fome
Sem nome, sem nada, já eram órfãos
Da indiferença, da desigualdade
Deste mundo cruel.
Tudo que tinham era o riso fácil
E o canto de esperança.
Como entender tanto sofrer?
Deliciavam-se com biscoitos de barro
Que dividiam entre si...
Espera, incertezas,
Descalços, sem água, sem pão.
E agora?
Tragédia, dor e mais mortes.
Por quanto tempo terão ajuda
Ou novamente, serão abandonados
à própria sorte?
Órfãos que sempre foram
Filhos das agruras num lar
que já não possuía chão...
Ali, germinou o sonho
da liberdade, da escravidão..
E foram castigados
Pela eterna exclusão.
Agora, vagam dia e noite
Chorando a morte
De pais, mães, filhos e irmãos.
Autor desconhecido 